USP São Carlos: Confira a programação de agosto do Cineclube CDCC      

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Com sessões gratuitas aos sábados, às 20 horas, o Cineclube do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da USP, em São Carlos, promoverá a seguinte programação no mês de agosto de 2017:

5 – A ORGIA DA MORTE

The Masque of the Red Death, Grã-Bretanha, 1964, Terror, 89 minutos

Direção: Roger Corman

Elenco: Vincent Price, Jane Asher, Patrick Magee

A Orgia da Morte é o sétimo filme do diretor Roger Corman, de uma série de oito, nascido dos escritos de Edgar Allan Poe e também mais uma parceria entre o cineasta e o ator Vincent Price. Nele, a trajetória do príncipe Prospero, tirano que acredita ter se refugiado da peste em seu castelo medieval, onde oferece uma festa à fantasia e recebe uma visita indesejada.  Com belas composições de linhas, texturas, cores, além do aspecto gótico, elaboradas por Nicolas Roeg, diretor de fotografia, e pelo design de produção de Daniel Haller, o filme oferece um impactante efeito visual.

Corman é considerado o padrinho cinematográfico de cineastas como Francis Ford Coppola, Joe Dante, Martin Scorsese e James Cameron e de atores como Jack Nicholson, Robert de Niro e Dennis Hopper. Produtor assíduo (carrega na conta mais de 400 produções), Corman é também um dos diretores hollywoodianos que melhor soube fazer do baixo orçamento uma força motriz, da economia de meios uma potência, do método artesanal de se fazer cinema um poço de riquezas infindáveis.

NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS

Tema: Morte

Contém: Violência

12 – A FACA NA ÁGUA

Nóz w Wodzie, Polônia, 1995, Drama, 94 minutos

Direção: Roman Polanski

Elenco: Jolanta Umecka, Leon Niemczyk, Zygmunt Malanowicz

A Faca Na Água é o primeiro longa-metragem dirigido por Roman Polanski. O filme apresenta aspectos minimalistas e tem apenas três personagens, onde pode-se, de certa maneira, dizer que todos são protagonistas da trama. O casal composto por Krystyna e Andrzej e um jovem rapaz que ambos acabam de conhecer, jovem este que não é referido por nome algum durante todo o filme, compõem o elenco.

Krystyna e Andrzej estão viajando de carro para um píer onde planejam passar o fim de semana navegando em seu barco. Durante o percurso, quase atropelam um jovem que deseja ir para qualquer cidade que o casal passe porém, ele acaba sendo persuadido a passar o final de semana navegando com o casal. A partir desse momento o filme tem apenas o jovem e o casal em um barco rodeado por água como cenário.

Durante toda a viagem, Andrzej se mostra um homem autoritário e, por vezes, arrogante sempre que se refere ou se dirige ao jovem rapaz. Este, por sua vez, se mostra inconstante em relação a seus pensamentos, por vezes obedece a ordens de Andrzej, e em outros momentos ameaça iniciar uma briga, mas sempre procura se conter. Já Krystyna, sentindo-se atraída pelo viajante convidado, muitas vezes apoia Andrzej em suas atitudes e em outros momentos o categoriza como um homem cruel.

O clímax da história é quando a faca do viajante cai na água, a faca que o rapaz não vivia sem e que sempre estava em seu bolso e era seu bem mais valioso. Daqui para frente, Andrzej toma decisões e atitudes que influenciarão drasticamente a vida dos três personagens.

Eric Martins da Silva

NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS

Tema: Disputa de poder

Contém: Conteúdo sexual e violência

19 – CÉU E INFERNO

Tengoku To Jigoku, Japão, 1963, Drama, 143 minutos

Direção: Akira Kurosawa

Elenco: Toshiro Mifune, Kyōko Kagawa, Tsutomu Yamazaki

A obra se passa no Japão pós-segunda guerra, e retrata o sequestro de Shinichi, filho único do chofer Aoki. O sequestrador, por sua vez, exige a exorbitante quantia de 30 milhões de ienes que devem ser pagos pelo empresário Kingo Gondo, diretor de uma grande fábrica de sapatos e chefe de Aoki. Dividido entre o garoto e sua fortuna, Kingo deve escolher entre salvar a criança ou garantir seu futuro como maior acionista da empresa.

O filme se encontra dividido em duas partes, onde a primeira gira em torno do sequestro e a segunda ao redor dos desdobramentos do caso. O diretor Akira Kurosawa parte desta premissa para criar um retrato social do Japão.

A primeira parte do filme se passa no céu, que é a luxuosa casa do senhor Gondo. O espectador se encontra, durante uma hora, preso em meio ao luxo e ao conforto onde de certa forma, nada pode atingir aqueles que detêm o direito de ficar nele. Tal afirmação se mostra verídica devido ao fato do sequestrador falhar em raptar o filho do casal Gondo e acabar capturando o filho do chofer da família. O senhor Aoki, mesmo sendo um habitante do paraíso, pode ser atingido pelos males vindos do inferno, pois ele é apenas um intruso no céu burguês.

A segunda parte se passa no inferno, que são os subúrbios e sarjetas do Japão pós-guerra. O espectador sofre uma queda abrupta, não se encontra mais preso em uma bela casa onde somente alguns escolhidos podem viver, mas sim em uma grande área aberta cercada pelos mais diversos tipos. Os habitantes deste meio são os excluídos, dispensados pelo céu e condenados a carregar seus próprios demônios. Traficantes, prostitutas, viciados são algumas das pessoas que compõem o inferno, homens e mulheres explorados que possuem quase nada além das roupas que revestem os seus corpos.

Céu e Inferno é muito mais que um filme de detetive, o próprio sequestro perde importância perante o exorbitante contraste que o diretor mostra ao espectador servindo apenas como motor para impulsionar a trama.

Miguel Lopes da Silva Filho

NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS

Tema: Sequestro

Contém: Exposição de cadáver

26 – O FANTASMA DA LIBERDADE

Le Fantôme de la Liberté, França, 1974, Drama/Comédia, 104 minutos

Direção: Luis Buñuel

Elenco: Michel Piccoli, Monica Vitti, Adriana Asti

O filme é constituído de pequenos episódios que se interligam através de pelo menos um personagem de cada episódio, sendo assim, são apresentados diversos tipos de histórias, tendo como ponto principal a crítica à sociedade, culturas, religião e modo de vida cotidiana das pessoas, bem como o ataque à costumes que nos são preestabelecidos.

Todos os episódios se baseiam em críticas sobre o modo como vivemos. No início, temos uma garota que recebe cartões inapropriados de um estranho. Seus pais checam e chegam à conclusão de que aquilo é um absurdo. O pai da garota vai ao médico, onde existe uma enfermeira que informa ao médico que precisa sair para visitar seu pai. Após um problema na rodovia ela para em uma pensão onde pratica jogos de azar com padres de alguma igreja. Mais tarde, ainda na pensão, chega um casal composto por um adolescente e uma senhora, tia do rapaz mais jovem, após fugirem de casa para viverem um amor que estava enraizado neles, mas que a família abominava. Também existe um casal sadomasoquista e exibicionista que deseja a participação de todos os hóspedes da pensão.

Histórias como a de um assassino e de pessoas que defecavam na mesa de jantar e depois jantavam em um lugar solitário como um banheiro, também são destaques de alguns episódios que compõem o longa.

Buñuel utiliza o que tem de melhor e satiriza de forma direta e surrealista os costumes existentes na sociedade, atacando constantemente a religião, o modelo familiar existente, a nação, a justiça, entre outros pensamentos, costumes e culturas existentes e comuns a muitas sociedades. O filme faz bem seu papel e nos faz refletir sobre os costumes adotados por todos.

Eric Martins da Silva

NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS

Tema: Crítica à sociedade

Contém: Conteúdo sexual

Apoio Cultural: Hi Fi Discos e Fitas

 

O CDCC fica na Rua Nove de Julho, 1227, Centro.

Mais informações pelo telefonte (16) 3373-9772 ou acesse o site www.saocarlos.usp.br

 

Por Assessoria de Comunicação USP São Carlos

 



  • 2 semanas, 3 dias atrás

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